Pedagogia dos Media

sábado, setembro 02, 2006

EXAME dia 5 de Setembro

Estou a tentar contactar através do telemóvel a aluna Marta Manha que está inscrita no exame de Pedagogia dos Media para melhoria.
O exame será realizado no dia 05 de Setembro, às 08.30 da manhã na sala 1.19 (complexo pedagógico).

Tentarei ainda telefonar e será também colocado um aviso na porta da sala anteriormente marcada.
Se estão em contacto com a Marta, por favor, transmitam-lhe esta informação.
muito obrigada

sexta-feira, junho 16, 2006

Blogues e jornalismo

Os blogues são cada vez mais utilizados pelos cibernautas, no entanto não vão substituir os meios de comunicação social tradicionais.
É inegável que estes trouxeram mudanças significativas para o jornalismo, sobretudo para o jornalismo on-line.
Os blogues têm muitas diferenças em relação ao jornalismo on-line, e uma delas é a organização em função das datas de publicação, ou seja, o último post encontra-se em primeiro lugar e assim sucessivamente. No jornalismo on-line isto não acontece porque as notícias encontram-se dispostas em função da sua importância e não pela sua data de publicação.
Uma das principais características do blogue é ainda a personalização, isto porque muitas vezes se dá mais importância ao jornalista que publica o post do que propriamente à notícia e ao seu conteúdo. A verdade é que esta personalização atrai o público, no entanto isto pode acarretar uma desvantagem muito grande, que é a falta de credibilidade. A personalização é outra característica dos blogues que não é aceitável no jornalismo on-line, pois o webjornal não seria caracterizado pela isenção na informação.
A hipertextualidade, ou seja, as hiperligações que encontramos nos blogues, são outra característica muito própria desta ferramenta, que conduz o cibernauta a outros blogues ou sites com informação semelhante. O webjornal não pode fazer isto por questões de publicidade.
Os blogues apresentam assim algumas características que os diferencia dos outros meios de comunicação. Ainda que algumas sejam menos positivas, como a personalização que pode levar à falta de credibilidade, a verdade é que esta ferramenta tem ganho cada vez mais adeptos e um grande espaço no jornalismo actual.

O blogue “Jornalismo e Comunicação” é um blogue que à partida se apresenta como credível, em primeiro lugar porque apresenta de imediato o nome dos colaboradores e em segundo lugar porque é um blogue colectivo da Universidade do Minho.
Este blogue tem arquivos desde 2002 e é constantemente actualizado pelos colaboradores. Quem escreve a notícia é sempre identificado. Além disso promove a interactividade uma vez que o leitor tem sempre a possibilidade de fazer o seu comentário em relação aos posts publicados. Além de promover a interactividade este blogue tem outra característica própria desta ferramenta que é a hiprtextualidade.

Concluindo, o blogue é uma ferramenta que tem atraído muitos utilizadores da Internet, no entanto, apesar de todas as mudanças que trouxe e ainda vai trazer ao jornalismo, não irá substituir os media tradicionais. As características desta nova ferramenta são, como referi anteriormente, a publicação em função do tempo, a personalização, hipertextualidade, entre outras, características estas que criaram um jornalismo diferente do jornalismo tradicional, sobretudo pela liberdade que um jornalista tem quando escreve no seu blogue, ao contrário do que acontece no seu local de trabalho, em que tem de ser isento e imparcial.

Sandra Pereira

sexta-feira, junho 09, 2006

Utilidades dos Blogues

Os blogues estão repletos de uma larga imensidade de características, umas mais vantajosas que lhe conferem o estatuto de ferramenta de trabalho, outras menos, reportando-os a uma finalidade meramente lúdica.
Para além de ser um misto de publicações, sejam estas de ordem específica ou generalista, funciona também como um diário, mas não um diário secreto, mas sim uma exposição alargada da sua realidade ao internauta, como que um espelho de uma identidade, como que uma forma de conhecer e reconhecer o sujeito individual e colectivamente. Desde o surgimento do grande fenómeno tecnológico e comunicacional que é a Internet, muitos outros factores têm evoluído e contribuido para a realização pessoal, e para o desenvolvimento do estímulo não apenas lúdico mas também pedagógico. Os blogues estão a enraizar-se na cultura do internauta, o seu surgimento tem originado comunidades virtuais que se tornam webrings ( cada autor de um blogue é "vizinho" dos restantes, funcionando como pequenas comunidades que visitam e comentam constantemente os blogues "vizinhos" constituidos).
Os benefícios das Novas Tecnologias da Informação e Comunicação são inúmeros, desde a interacção, ao fomento da discussão, ao abandono de um espírito passivo para um manifesto espírito crítico-reflexivo, uma maior extroversão, visto não existirem limites físicos, mas apenas delimitações virtuais. O blogueiro passa de leitor, a escritor e a pensador, participa, crítica, refere e fundamenta a sua opinião, e é exactamente neste domínio que os blogues funcionam como ferramentas pedagógicas. Porém, o facto de não existir um filtro de informação acaba por gerar condicionantes relativas à credibilidade dos mesmos, pois nem sempre todo o material é realmente rico qualitativamente.
As dúvidas e descrença face a esta nova ferramenta lúdico-pedagógica são visíveis, contudo os blogues têm inúmeras potencialidades ainda não, ou totalmente exploradas, logo terão ainda que sofrer algumas alterações para veicular como meio de difusão.

quinta-feira, junho 08, 2006

Os weblogues são compostos por uma imensidade de características, umas mais vantajosas, outras menos, fazendo destes úteis, mas também ambíguas ferramentas de trabalho. Da inicial criação de uma página pessoal houve uma transformação para algo repleto de características apelativas que estimulam acima de tudo um espírito crítico necessário nos dias de hoje.
Para além de ser um diário virtual, ou definido como publicação mista ou específica, os blogues fincionam como um espelho de uma identidade individual ou colectiva, seja esta um tanto narcísica ou não, a qual apela a muitos aspectos da vida e sociedade actual.
Desde o surgimento do grande fenómeno comunicacional que é a Internet, muitos outros factores têm evoluído e constantemente contribuido não só para uma maior realização pessoal, mas também como um forte estímulo e interesse pelas dimensões pedagógicas que daí se podem retirar e a partir dos blogues se podem difundir.
Os blogues estão a enraizar-se na cultura do internauta, um blogue é quase como que algo obrigatório, serve como um diário, mas não um diário secreto e pessoal, mas um diário a descoberto, uma exposição de pensamentos e discussões que o autor ou autores pretendem partilhar com os internautas. Desde o seu surgimento têm surgido inúmeros vocábulos, tal como se tem constituído extensas comunidades virtuais, entre elas os webrings, os tais "vizinhos" blogueiros que visitam e interagem constantemente nos restantes.
São muitas as vantagens deste novo sistema comunicacional proveniente das Novas Tecnologias de Informação: a interacção, o fomento da discussão, do espírito crítico, a abertura para falar em temas actuais e controversos no ciberespaço, e não num espaço físico que pode ser limitador e propenso a tabus e à introversão. O participante do blogue passa de leitor, a escritor e a pensador, e é exactamente neste domínio que os blogues funcionam como úteis e cativantes ferramentas pedagógicas. No entanto desvantagens também ocorrem, grande parte delas relacionadas com a veracidade e credibilidade dos mesmos, pois visto não haver um filtro de informação, são muitas vezes falsos e completamente refutáveis o material que lá encontramos.
Muitos dos que navegam na internet revelam-se ainda descrentes quanto a este novo meio comunicacional, considerando os weblogues incompletos, sobretudo quanto à sua não muito honestas veracidade e credibilidade.
Serão os blogues o novo veículo de difusão noticiosa do futuro? Para que tal suceda ainda terão que sofrer inúmeras transfomações de modo a chegar a uma quase perfeição, isto porque a alfabetização digital revela-se actualmente como um elemnto essencial, tanto no domínio lúdico como pedagógico.


Joana Germano e Mónica Almeida

segunda-feira, junho 05, 2006

Dar voz a quem não tem voz(sem querer entrar em politiquices)!

Se existe uma frase que descreve o desenvolvimento dos blogues é sem dúvida "Chegaram, viram e venceram"!Os blogues são páginas da web que têm como principal característica o facto das actualizações dos textos surgirem organizados por ordem cronológica!
Sendo estes pouco custosos e de fácil construção, qualquer pessoa pode construir um blogue sobre a temática(s) que pretende abordar!Muitos daqueles que procuram definir os blogues descrevem-nos como "Diários Pessoais" embora acabe na realidade por não ser bem assim!
Isto porque um blogue pode ter mais que uma pessoa na construção de textos!E depois, porque tanto podem funcionar como diários como podem não o ser!Aquilo que é semelhante em todos os blogues com os "Diários Pessoais", é o facto de estarem ordenados cronologicamente!
Mas como referia anteriormente, o facto dos blogues não terem custos e não ter complicações nem exigir quaisquer conhecimentos técnicos faz com que se tornem atractivos e acessiveis a qualquer pessoa!
Sendo os portugueses um povo que gosta de discutir ideias e dar projecção às suas próprias opiniões, os blogues surgem como esse meio que "dá voz a quem não tem voz"!Mas sem querer entrar em politiquices, a realidade é que os blogues permitem uma democratização na difusão de opinião sobre os mais variados assuntos. Quando falo em democratização, quero dizer simplesmente que, por exemplo, os jornais recorrem na generalidade a pessoas conhecidas e/ou pessoas que têm alguma credibilidade junto do público procurando evitar publicar opiniões de "pessoas sem nome". Ora as opiniões dos senhores e senhoras conhecidos(as) por serem quem são não significa que sejam exclusivamente estas as correctas!
Assim os blogues permitem uma maior abertura no seio da sociedade!

Informação-espectáculo e informação e o espectáculo

Cada vez mais a informação e o espectáculo estão intimamente ligados. O "sacerdote" deste casamento é o poder económico. E apesar dos defensores da "pura informação" sem sensacionalismo, de uma informação com credibilidade, estarem constantemente a criticar as estações de televisão pela persistência na informação-espectáculo, a verdade é que estas não podem ou/e não querem mudar, isto porque pertencendo a grandes empresas que fazem investimentos e que claro, querem manter o seu poderio no reino da comunicação social, sujeitam-se a uma avaliação e se não venderem o seu "produto" correm o sério risco de desaparecerem.
Os meios de comunicação social entraram numa guerra tal, que tentam "abrilhantar" a informação que produzem, tirando muitas vezes a objectividade que se pretende e que se deseja(defendida pelos seguidores da pura e verdadeira informação)!
O que se passa é que os media, sem dúvida o quarto poder, ao concorrerem pelo poder na informação, nas audiências, educaram o Zé Povinho de uma maneira, que este já não pode viver sem as reportagens emotivas e os exclusivos que muitas vezes surgem no final de um noticiário de hora e meia e que é constamente "publicitados" ao longo do noticiário!A ideia é simples: a televisão promove a reportagem dramática de forma que desperte no telespectador a curiosidade, fazendo com que este não mude canal, ou seja, a promoção da reportagem emotiva exclusiva para além de segurar o telespectador ao longo da emissão da própria reportagem, faz com que o individuo que esteja a ver o noticiário não mude de canal!
O Zé Povinho foi de tal maneira manietado pelos media que estes sabem muito bem o que público pretende!
Por essa razão, a tendência é que a intimidade entre a informação e o espectáculo saia cada vez mais reforçada, fazendo com que surja cada vez com mais força a informação-espectáculo!

resumo das aulas

A Pedagogia dos Media encontra a sua razão de ser na necessidade de estudar as finalidades e os objectivos dos processos mediáticos nas suas múltiplas formas e estratégias, demonstrando que uma tal designação se pode aplicar a uma considerável diversidade de processos e de conceitos quer de âmbito mediático restrito quer de âmbito comunicativo mais vasto.

Objectivos:

- desenvolver competências de análise e reflexão sobre os meios de comunicação;

- fomentar a reflexão e análise crítica sobre os novos media (características, potencialidades e problemáticas);

- promover a capacidade de analisar mensagens, linguagens e representações veiculadas pelos diferentes media;

- identificar e reconhecer dimensões pedagógicas nos vários produtos mediáticos.

- construção e desconstrução de mensagens mediáticas;

- reconhecer e saber contextualizar as principais implicações pedagógicas implícitas nas diferentes exposições mediáticas;

- conceber, desenvolver e elaborar um projecto de análise mediática em torno de problemáticas e de suportes mediáticos seleccionados;


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Mensagens Publicitárias

Revistas

Acontecimentos
11 de Setembro
Cinema Internet:- revistas - jornais - blogues Televisão: telejornais Jornais (suporte papel) Revistas (suporte papel) Música Banda desenhada Arquitectura Fotografia

Cinema – tradição – local vs global – cultura
Casamento debaixo de chuva

Webjornalismo
Características
Potencialidades
Análise de jornais on-line
Propostas de melhoramento de jornais on-line
Análise de sites de canais televisivos


TV digital
Características
Potencialidades (inc. educativas)
O futuro?

Weblogs
definição
características
história
tipologia
interactividade
informação privilegiada
blogues e jornalismo
blogues empresariais
blogues e educação
razões de sucesso
perigos
potencialidades

Análise de weblogs relacionados com pedagogia dos media

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Informação e desinformação
Manipulação
-cognitiva
- afectiva
Propaganda
Hiper-mediatização
Hiper-emoção
Sensacionalismo
Desvio do conteúdo – apelo à emoção

domingo, junho 04, 2006

Os perigos dos blogs

Penso que o perigo dos blogs se encontra na educação e civismo que nos é (ou não!) incutido.

Passo e explicar.

Qualquer pessoa pode ter um blog. A nível técnico, qualquer um pode ser um ás de construção de blogs. Mas o que realmente está em questão é o conteúdo.

O conteúdo vai moldar o blog, é o conteúdo que vai mostrar o verdadeiro “eu” da pessoa que o escreve. É aqui que entra o verdadeiro perigo.

Muita gente pensa que pode escrever sobre tudo. Que tem liberdade para fazer o que quiser. É verdade, a Internet é um meio extremamente democrático. Mas a nossa liberdade tem de ter certos limites, e é aqui que tem de entrar na consciência das pessoas que o que se escreve hoje pode vir a ter repercussões, muitas vezes nefastas, tanto para elas como para outras pessoas.

Como toda a gente pode ter um blog, toda a gente pode escrever. A regulamentação “virtual”, a nível de blogs é quase inexistente, dado aos milhões que existem é difícil controlar tudo. Por isso é que a educação tem de partir de nós.
A escrita virtual é uma realidade cada vez mais emergente. Esforços têm de ser feitos para haver uma consciência colectiva, não só dos pais, mas das escola para sensibilizar os jovens que para cada pessoa que escreve um blog, há centenas a lê-lo.

É que no espaço virtual, do outro lado da linha, encontram-se pessoas de carne e osso...

Tiago Griff

História, Potencialidades e Perigos dos Blogs

Os weblogs, ou blogs como são maioritariamente conhecidos, são páginas virtuais que existem na Internet há já alguns anos (desde 1997/98), e que nestes últimos tempos têm conhecido um elevado aumento de popularidade no ciberespaço, devido à forma rápida e simples como possibilitam que qualquer pessoa, experiente em html ou não, tenha um espaço na rede, online vinte e quatro horas por dia e de acesso a todo o mundo.

A principal ideia base dos blogs sustenta na premissa de que eles funcionam como uma espécie de diário virtual para o seu criador e visitante. Ali, o autor pode expressar-se sobre várias matérias e assuntos, que tanto podem ser cariz pessoal como do interesse de todos (política, cultura, saúde, entre outros), dependendo da temática do blog e da maneira como a informação é tratada (com seriedade e ética, ou não). Apesar de serem, maioritariamente, espaços individualistas, também existem blogs de grupo, onde os seus membros/colaboradores trabalham em equipa, como é o caso de blogs educativos (onde professor e alunos são os “donos” do espaço e colocam as suas opiniões sobre assuntos trabalhados nas aulas) e blogs jornalísticos (que geralmente “nascem” de um site, através de links lá existentes, que levam o visitante para o blog de um determinado jornalista do site).

Além de possibilitarem a presença de texto na página (devido à existência de algumas ferramentas de ficheiros Word), os blogs têm ainda a capacidade de alojar imagens e links na sua estrutura, assim como ficheiros de vídeos, de música e registros de informação (que possibilitam saber quem, quando e de onde vêm os visitantes), caso o cibernauta explore um pouco mais as potencialidades daquele espaço e os códigos que direccionam a isso. Os blogs oferecem ainda a oportunidade do leitor opinar sobre os posts através da opção “commentar”.

A actualização dos blogs é feita através dos seus posts, que podem conter todas as opções acima mencionadas, como ainda podem ser alterados na sua data, mudando a cronologia. A liberdade é, geralmente, uma das características deste “meio de comunicação”, uma vez que ali existe uma autonomia muito grande sobre o que se diz e opina. Porém, isto não é uma realidade em todos os países. E é neste aspecto que entramos no perigo dos blogs.

Algumas nações de politica ditatorial/não-democrática como a Correia do Norte, China e alguns países muçulmanos, proíbem severamente o uso dos blogs como forma de expressão, chegando mesmo a perseguir quem desrespeita tamanha falta de expressão. Desde modo, nesses estados, um dos perigos dos blogs reside na falta de privacidade que se tem, uma vez que toda e qualquer entidade, ou pessoa, pode ter acesso ao que o autor escreve e pública, punindo-o posteriormente por este apenas ter manifestado uma opinião.

Situações parecidas a estas também ocorrem nas democracias. Em países do chamado primeiro mundo, está-se a tornar comum a pesquisa que certas empresas fazem sobre os seus (novos) funcionários, usando a Internet para isso. Ao investigar no ciberespaço os dados do empregado, a empresa pode ter acesso ao (desconhecido) blog da pessoa, onde esta fala, bem ou mal, da sua vida profissional, e que depois pode gerar, ainda que inconscientemente, um castigo por parte dos directores (exemplo).

Outro perigo existente nos blogs é a qualidade da informação lá colocada, uma vez que ao contrário da maioria dos websites, estes não possuem um selo de qualidade sobre aquilo que falam. Qualquer pessoa pode escrever um texto fictício, dar-lhe uns retoques de realismo e com isso ser levado a sério, apesar de não ser verdade o que acabou de ser escrito. Juntando a isto o facto da maior parte dos blogs serem feitos por anónimos e de carácter meramente opinativo, temos aqui um perigo para quem busca informação credível e real.

Um outro risco nos blogs é o facto deles poderem criar “fãs” ou visitantes assíduos de um desses espaços, tornando essas pessoas viciadas na maneira de escrever e opinar de determinado “bloguista”. A ausência de posts ou a “falência” do blog, podem levar a uma preocupação sem motivo por parte dos cibernautas que visitam aquele lugar (o autor também pode ficar seduzido por aquele estilo de vida no ciberespaço).






Fábio, Patrícia Cordeiro e Soraya.

quinta-feira, junho 01, 2006

Análise de blogues

Jornalismo e Comunicação
Este blogue é colectivo e pertence ao Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho.
Está bem organizado, tem cores suaves e é fácil encontrar a informação.
Há aconselhamento de livros e uma lista de eventos, tudo dentro da temática da comunicação. É também feita referência às fontes utilizadas e de onde se retirou a informação colocada no blogue.
A interactividade é promovida através do envio de comentários, por parte dos visitantes do canal.

Crianças e Media
Pertence ao curso de Mestrado de Sociologia da Infância.
Não é actualizado desde Setembro de 2003 e só tem arquivos desse ano. Para além dos textos publicados só tem os arquivos, sendo pobre nos conteúdos informativos que te para oferecer.
Não há interactividade. O visitante não tem a possibilidade de deixar comentários aos textos publicados e não há maneira de entrar em contacto com os autores do blogue.

Indústrias Culturais
Foi criado em 2003 pelo jornalista Rogério Santos, sendo, portanto, um blogue individual. Tem muita informação, está organizado e é frequentemente actualizado.
Faz referência a revistas, livros ou acontecimentos ligados ao mundo dos media e refere as fontes utilizadas.
Tem vídeos, muitas imagens e hiper ligações, para facilitar a procura de informação aos interessados.
Existe interactividade porque quem visitar o blogue pode comentar os textos, permitindo que haja interacção entre o autor e o leitor, que podem trocar opiniões e ideias.

Blogues e Jornalismo

Os blogues são projectos pessoais, individuais ou colectivos, de vários tipos e com diferentes conteúdos. Falar de blogues não implica falar de jornalismo. Não é a mesma coisa.
Um blogue pode funcionar como um diário, adquirindo um carácter mais pessoal, ou pode conter informação de interesse relevante para a população em geral. O que o caracteriza é o facto de haver liberdade de expressão no que se escreve e à qual qualquer pessoa pode ter acesso. Não há limitações, não é preciso ser-se objectivo.
A objectividade, característica fundamental do jornalismo, é substituída pela subjectividade. Talvez por isso muitos jornalistas tenham o seu próprio blogue, onde podem escrever à vontade e dar a conhecer as suas opiniões, sem haver a preocupação de se estar a condicionar a leitura que o outro fará da mensagem.
No blogue trocam-se opiniões entre o dono e os visitantes, que podem deixar comentários.
É difícil ter certezas quanto ao grau de veracidade das informações que se encontram nos blogues. Não há, muitas vezes, e dependendo do tipo de blogue, referência às fontes utilizadas e o leitor não sabe se os factos são confirmados. É preciso ser selecto e ter consciência de que se trata de um blogue, onde prevalece o poder de se ser subjectivo e a liberdade de expressão não tem barreiras.

"Setenta por cento das notícias publicadas na imprensa são difundidas por agências de comunicação ou gabinetes de imprensa. A notícia foi capa da última edição do Expresso, curiosamente parte de números fornecidos por uma agência de comunicação, e é, de facto, assustadora. É assustadora porque significa que em cada dez notícias publicadas sete o são porque a parte interessada conseguiu que fossem, mas sobretudo porque nos obriga a pensar sobre o estado do jornalismo em Portugal e a conclusão estará longe de ser as melhores. Qualquer tentativa de pôr a culpa nas agências é, no mínimo, redutora. Os números divulgados pelo Expresso mostram que em Portugal não há jornalismo de investigação, que se investe pouco em estórias próprias e que as cachas não abundam. Porquê? Porque investir nas redacções parece que dá pouco retorno do ponto de vista económico. Quando digo investir não quero dizer desperdiçar, não quero dizer ter jornalistas que passam duas ou três horas por dia a trabalhar e escrevem três ou quatro artigos por ano, como era regra em alguns meios até há pouco tempo, e muito menos redacções enormes e resultados operacionais negativos ainda maiores. Mas quando a palavra de ordem em quase todos os grupos tem sido "contenção, contenção, contenção", é difícil não nos depararmos com redacções demasiado pequenas para o volume de trabalho existente, com a agravante de abundarem os estagiários, o que na maioria dos casos é sinónimo de baixos custos mas também de ausência de memória e de espírito crítico, características que só se adquirem com a experiência. Este cenário é provocado pelas agências? Claro que não. A culpa é dos jornalistas? É evidente que sim, quando se demitem de fazer o seu trabalho e se limitam ao copy/paste do press release.Há bons e maus jornalistas, assim como há boas e más agências e bons e maus gabinetes de imprensa. No M&P recebemos todos os dias dezenas e dezenas emails que não nos interessam rigorosamente nada, mas também somos contactados por agências que só nos enviam o que sabem que potencialmente tem relevância para o nosso jornal e conhecem muito bem os seus clientes, não se limitando ao envio do press. A agência faz o seu papel, que certamente não passa por fornecer informação negativa para os seus clientes, mas é aos media que cabe trabalhar essa informação e, em última análise, dar-lhe espaço no jornal ou fazer delete."

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Ana Sobral

(Não refiro aqui o nome da autora do texto porque não é indicado no artigo, apenas figura a foto).