EXAME dia 5 de Setembro
Tentarei ainda telefonar e será também colocado um aviso na porta da sala anteriormente marcada.
Os blogues são cada vez mais utilizados pelos cibernautas, no entanto não vão substituir os meios de comunicação social tradicionais.
Os blogues estão repletos de uma larga imensidade de características, umas mais vantajosas que lhe conferem o estatuto de ferramenta de trabalho, outras menos, reportando-os a uma finalidade meramente lúdica.
Os weblogues são compostos por uma imensidade de características, umas mais vantajosas, outras menos, fazendo destes úteis, mas também ambíguas ferramentas de trabalho. Da inicial criação de uma página pessoal houve uma transformação para algo repleto de características apelativas que estimulam acima de tudo um espírito crítico necessário nos dias de hoje.
A Pedagogia dos Media encontra a sua razão de ser na necessidade de estudar as finalidades e os objectivos dos processos mediáticos nas suas múltiplas formas e estratégias, demonstrando que uma tal designação se pode aplicar a uma considerável diversidade de processos e de conceitos quer de âmbito mediático restrito quer de âmbito comunicativo mais vasto.
Penso que o perigo dos blogs se encontra na educação e civismo que nos é (ou não!) incutido.
Jornalismo e Comunicação
Os blogues são projectos pessoais, individuais ou colectivos, de vários tipos e com diferentes conteúdos. Falar de blogues não implica falar de jornalismo. Não é a mesma coisa.
"Setenta por cento das notícias publicadas na imprensa são difundidas por agências de comunicação ou gabinetes de imprensa. A notícia foi capa da última edição do Expresso, curiosamente parte de números fornecidos por uma agência de comunicação, e é, de facto, assustadora. É assustadora porque significa que em cada dez notícias publicadas sete o são porque a parte interessada conseguiu que fossem, mas sobretudo porque nos obriga a pensar sobre o estado do jornalismo em Portugal e a conclusão estará longe de ser as melhores. Qualquer tentativa de pôr a culpa nas agências é, no mínimo, redutora. Os números divulgados pelo Expresso mostram que em Portugal não há jornalismo de investigação, que se investe pouco em estórias próprias e que as cachas não abundam. Porquê? Porque investir nas redacções parece que dá pouco retorno do ponto de vista económico. Quando digo investir não quero dizer desperdiçar, não quero dizer ter jornalistas que passam duas ou três horas por dia a trabalhar e escrevem três ou quatro artigos por ano, como era regra em alguns meios até há pouco tempo, e muito menos redacções enormes e resultados operacionais negativos ainda maiores. Mas quando a palavra de ordem em quase todos os grupos tem sido "contenção, contenção, contenção", é difícil não nos depararmos com redacções demasiado pequenas para o volume de trabalho existente, com a agravante de abundarem os estagiários, o que na maioria dos casos é sinónimo de baixos custos mas também de ausência de memória e de espírito crítico, características que só se adquirem com a experiência. Este cenário é provocado pelas agências? Claro que não. A culpa é dos jornalistas? É evidente que sim, quando se demitem de fazer o seu trabalho e se limitam ao copy/paste do press release.Há bons e maus jornalistas, assim como há boas e más agências e bons e maus gabinetes de imprensa. No M&P recebemos todos os dias dezenas e dezenas emails que não nos interessam rigorosamente nada, mas também somos contactados por agências que só nos enviam o que sabem que potencialmente tem relevância para o nosso jornal e conhecem muito bem os seus clientes, não se limitando ao envio do press. A agência faz o seu papel, que certamente não passa por fornecer informação negativa para os seus clientes, mas é aos media que cabe trabalhar essa informação e, em última análise, dar-lhe espaço no jornal ou fazer delete."
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Ana Sobral
(Não refiro aqui o nome da autora do texto porque não é indicado no artigo, apenas figura a foto).